sábado, 16 de abril de 2011

O tempo que fugiu

O tempo me fugiu,
enquanto estava parada na soleira.
Ele foi escorrendo devagarinho,
silencioso e discreto,
como somente ele é capaz.
Foi-se esgueirando pelas beradas,
fundindo-se à minha sombra.
E quando o sol se pôs,
já não estava mais lá.
Nem o tempo.
Nem a sombra.
Somente eu e a soleira.
E a vaga lembrança,
de que havia algo lá,
mas não soube dizer o quê.
Restou apenas a falta.
E a falta é tudo.
Menos o tempo que fugiu.

Um comentário:

  1. adorei a poesia. teve movimento, esse jogo de luz e sombra da duração de um dia no tempo.

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