Eu disse, quando queria fazer.
Eu fiz o que não devia dizer.
Esperei quando devia agir e fugi quando devia apenas ficar.
Ou sei lá. Sei lá.
Eu simplesmente achei que...
Achar já supõe algo que não é seu.
Ou que foi, e já perdeu.
Poderia dizer que pensei...
E pensar é agir sozinho consigo mesmo.
E talvez devesse ter sido um pouco mais.
Eu fiquei, quando deveria ter ido há muito tempo.
Por quê?
Bom, eu só quis ficar.
Ou, na verdade, eu só não queria ir...
deixar ir...
Não me preocupo com forma.
Quero escrever, cospir, vomitar, jogar pra cima,
aqui debaixo.
E, quem sabe, dizer o que não devia fazer, e que não fiz.
Colocar no papel, na tela, nos ouvidos, ou nos olhos de alguém,
mas de outro alguém.
Eu só queria não querer ter querido, ter partido.
Agora a parte que se partiu está pendurada,
não foi arrancada.
Fica pendendo, meio solta,
meio presa.
E só.
E é só o que tenho a dizer...
Bonito! Bem angustiante! Mas ainda sim bonito! =)
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